domingo, 1 de abril de 2012

1999


Crise, Itamar e Segundo Mandato




Risco de quebra, o real sob risco e, se não bastasse, Itamar Franco pinta e borda.

“Não fui eleito para ser o gerente da crise.”
Fernando Henrique Cardoso, no discurso de posse do segundo mandato.  

“Calote é péssimo. Se essa história pega, o Brasil vai para o beleléu.”
Jarbas Vasconcelos,
governador de Pernambuco, um dia antes de o país quase chegar lá.

“Vamos ser otimistas e rezar.”
Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira
, presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, sobre a atitude pós-crise.

“Não antecipo tragédias. Sempre crio condições para que as coisas não sejam piores.”
Do presidente Fernando Henrique Cardoso.

“Preciso votar com o governo para que o ministro Malan, que está sequestrado pelo FMI, possa voltar ao Brasil.”
Deputado Delfim Netto
(PPB-SP), ironizando seu apoio ao projeto de lei dos inativos.

“Se tem alguém querendo derrotar FHC agora, está errado, porque a eleição já passou. Derrotá-lo significa derrotar o Brasil.”
Jorge Viana,
governador do Acre (PT).

“Morte aos especuladores!”
Antonio Carlos Magalhães,
presidente do Senado, ao saber que o dólar no paralelo tinha chegado a 1,95 real na manhã de terça-feira passada.

 “É melhor que a gente saia dessa com elegância, dançando o minueto. Mas, se a gente tiver de dançar o maxixe, dançamos.”
Deputado Delfim Netto (PPB-SP), sobre a hipótese da centralização do câmbio.

“Como diria um dos meus gurus preferidos, o Brasil é a amante que mais amei, mas a que mais me enganou.”
Roberto Campos,
despedindo-se de dezesseis anos de vida parlamentar em meio a mais uma crise nacional.

“FHC atualmente não está nem ao centro, nem à direita, nem à esquerda. Está em declínio.”
Alain Touraine,
sociólogo francês e amigo do presidente.

“A alternativa é sair do mundo, dobrar à direita e ir para a África.”
Francisco Gros,
ex-presidente do Banco Central, sobre a inevitabilidade do ajuste econômico brasileiro.

“A âncora do real é o povo.”
Fernando Henrique Cardoso,
presidente da República, em pronunciamento à nação.

“A economia brasileira desmoraliza qualquer economista.”
Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira,
presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, suspendendo uma campanha contra a inflação que vinha preparando.
        
“Vai precisar de Deus, do Espírito Santo, de Jesus, de Maria...”
José Botafogo Gonçalves,
secretário da Câmara de Comércio Exterior, sobre a meta de superávit comercial de 11 bilhões de dólares, acertada com o FMI.

 “Uma recessão profunda está em andamento e a hiperinflação pode estar logo ali na esquina.”
Da revista americana Business Week, errando sobre a crise brasileira.

“Estou comprando ações no Brasil como um porco-espinho faz amor.”
Mark Mobius,
megainvestidor americano, falando dos cuidados que vem tomando ao investir no mercado brasileiro.

“ACM, quando acerta, parece uma cadela no cio. Sai todo mundo atrás dele.”
Ursicino Queiroz,
deputado federal (PFL-BA), ao ver o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, ser aclamado no plenário da Câmara depois de um discurso em que criticou a ação do FMI.

“Essa coisa não é séria. Os deputados só pensam em raparigas e em beber cachaça.”
Givaldo Carimbão,
deputado federal (PSB-AL), falando de suas primeiras impressões sobre a Câmara, em entrevista a uma rádio de Alagoas.

 “Bate... Ignora... Bate...”
Antonio Carlos Magalhães,
dando dicas para Armínio Fraga cada vez que o presidente do BC era questionado na sabatina a que se submeteu no Senado.

 “Não se deve tomar formicida para saber se mata.”
Paulo Delgado,
deputado federal (PT-MG), afirmando que a oposição não deve apostar no quanto pior, melhor.

 “Por quê? Porque eles falaram mal de mim num jantar? Eu também falo mal de todo mundo.”
Fernando Henrique Cardoso,
presidente da República, dizendo por que não pensava em demitir pessoas indicadas pelo PMDB, que patrocinava a CPI dos bancos.

“O governador Itamar Franco está se transformando rapidamente na Monica Lewinsky dos mercados emergentes: um intruso atravessado no caminho de uma maior respeitabilidade.”
Wall Street Journal,
traçando um perfil de Itamar Franco, que ameaçou com a moratória mineira.

“Depois falam que eu sou revolucionário.”
Horácio Piva Lafer,
presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, classificando a moratória itamariana de “bravata”.

 “Ele era conhecido como um homem ciclotímico com cabelo desgrenhado e ideias mais desgrenhadas ainda.”
The Economist,
revista inglesa, em artigo intitulado A vingança de Itamar Franco.

“Eu pago para ver e vou estar na linha de frente desse movimento, Furnas não será privatizada. E ponto.”
Itamar Franco,
governador mineiro.

 “O Itamar é do tipo que entra em túnel na contramão e diz que quem bate são os outros.”
Luiz Carlos Santos,
presidente de Furnas, sobre o governador mineiro, Itamar Franco.

“Itamar é um governador que tem os pés no chão. Todos os quatro.”
Mailson da Nóbrega,
ex-ministro da Fazenda.

 “Os investidores querem saber agora quantos Itamares Francos há no Brasil.”
Eduardo Cabrera,
economista-chefe da firma de consultoria Merrill Lynch.

 “Itamar Franco é um homem turbulento. Em dois anos e meio como presidente, teve seis ministros da Fazenda. Chegou a chamar a atenção publicamente de um deles depois que sua empregada lhe contou que o preço do gás tinha subido.”
Financial Times,
em artigo sobre a crise brasileira.

“Nomear Fernando Henrique Cardoso (para ministro da fazenda) provavelmente foi a única decisão digna de nota da Presidência de Itamar Franco.”
Financial Times,
em artigo sobre a crise brasileira.

“Itamar Franco pode parecer tolo, pode falar como um tolo, agir como tolo, mas é bom que todos saibam: ele é um tolo.”
Cacá Rosset,
ator e diretor de teatro.

 “Que ele rasga dinheiro eu já sei. Mas para intervir em Minas é preciso mais loucura do que isso.”
Itamar Franco,
governador mineiro, referindo-se ao presidente Fernando Henrique Cardoso, sobre a hipótese de uma intervenção federal em seu Estado.

“Enquanto o governo federal não pagar, ninguém passa nas estradas federais em Minas.”
Itamar Franco,
governador mineiro, sobre a possibilidade de retaliação do Estado contra a União.

“O Rio tem o governador Garotinho. E Minas, o Menino Maluquinho.”
Piada corrente em Brasília.


“Eu nunca fui ateu.”
Fernando Henrique Cardoso, presidente da República, na catedral da cidade portuguesa de Évora.

“Não encontraram cocaína, não?”
Salvatore Cacciola,
dono do Banco Marka, ironizando a informação de que a Polícia Federal teria encontrado uma arma em sua casa.

“O presidente Fernando Henrique é imperador, falsário e vendilhão da pátria.”
Luís Inácio Lula da Silva,
presidente de honra do PT, no comício das oposições no dia de Tiradentes, em Ouro Preto.


“Quem não tem cão caça com gato.”
Fernando Henrique Cardoso, justificando a indicação de Francisco Lopes à presidência do BC.

“A maior dor para mim foi perder aquilo de que eu mais gostava na minha vida, que é o banco.”
Salvatore Cacciola,
do Banco Marka, em depoimento na CPI do Sistema Financeiro.

 “Talvez eu tenha sido o único babaca lá que não ganhou.”
Mendonça de Barros,
ex-ministro das Comunicações, contando que depositou seu dinheiro no Banco Safra e teve prejuízo com a desvalorização cambial.

“Se quebrarem o meu sigilo, o máximo que vão conseguir é um divórcio.”
Arthur Virgílio,
líder do governo no Congresso, defendendo a lisura de comportamento dos tucanos.

“Em briga de macuco inhambu não pia.”
Paulo Maluf,
ex-prefeito de São Paulo, sobre a briga do prefeito Celso Pitta e seu vice, Regis de Oliveira
“Intimidade demais, como diria Jânio Quadros, gera problemas ou filhos.”
Antonio Carlos Magalhães,
presidente do Senado, trocando de vôo e de hotel em Lisboa para não cruzar com o presidente da Câmara, Michel Temer.

“Gosto muito de um momento da Bíblia em que Jesus expulsa os vendilhões do templo com uma vara.”
Leonel Brizola,
ex-governador do Rio, conversando com a atual vice, a evangélica Benedita da Silva.

“Ciro Gomes é o novo Collor. O que ele deveria explicar é de onde tira dinheiro para viver.”
Antonio Carlos Magalhães,
presidente do Senado, sobre o candidato do PPS à Presidência na última eleição.

“Ele é sujo que só pau de galinheiro.”
Ciro Gomes,
candidato derrotado do PPS à Presidência, sobre o senador Antonio Carlos Magalhães.

“Ciro Gomes é o próprio galinheiro. Ele é a galinha inservível da política nacional.”
Antonio Carlos Magalhães,
respondendo a Ciro Gomes.

“Eu tenho o destino da lua. A todos encanto e não sou de ninguém.”
Carlos Wilson,
vice-presidente da CPI do Judiciário, anunciando que deixará o PSDB.

“Tô indo para a Disneylândia.”
Eliseu Padilha,
ministro dos Transportes, antes de embarcar com os filhos para Miami, depois de colocar o cargo à disposição do presidente.

“Vocês avisaram o inimigo?”
João Herrmann,
deputado federal (PPS-SP), ao saber que o quartel de fronteira do Exército, em Brasileia, no Acre, só abria depois das 14 horas.

“Eu não podia deixar de prestigiar o maior homem da história de Santa Catarina: a Anita Garibaldi.”
Esperidião Amin,
governador de Santa Catarina, no lançamento do livro sobre a vida de Anita Garibaldi, do jornalista Paulo Markun.

“Andei dizendo que se insistissem acabaria nomeando o Serra.”
Fernando Henrique Cardoso,
presidente da República, explicando como conseguiu baixar a bola dos críticos do ministro da Fazenda, Pedro Malan.

“Quando eles batem no governo não é para sair, mas para entrar mais um pouquinho.”
Miro Teixeira,
deputado federal (PDT-RJ), sobre as críticas dos aliados ao desempenho do governo.

“É uma brincadeira, é coisa do Brizola, coisa de um sujeito que não tem o que fazer.”
Antonio Carlos Magalhães,
presidente do Senado, sobre a marcha organizada pela oposição contra o governo.

“Tudo bem, eles vão fazer uma marcha. E no outro dia, vão fazer o quê?”
Fernando Henrique Cardoso,
presidente da República.

 “Sou contra.”
Barbosa Lima Sobrinho,
102 anos, presidente da Associação Brasileira de Imprensa, sobre os partidos de esquerda pedirem a renúncia do presidente FHC.
“A Constituição de 1988 instituiu uma seguridade social de ambições suecas, recursos moçambicanos e técnicas lusitanas de administração.”
Roberto Campos,
economista, ex-deputado federal, ex-senador e ex-ministro do Planejamento.

 “O PT deveria se chamar PB: Partido da Boquinha.”
Anthony Garotinho,
governador fluminense, acusando o Partido dos Trabalhadores de fisiologismo.

 “A possibilidade de eu ser corrupto é zero.”
Luiz Estevão,
senador, indicado pelo PMDB para uma relatoria do Plano Plurianual (PPA).

 “Parece pedofilia.”
Marcio Fortes,
deputado federal (PSDB-RJ), sobre o convite de Arthur Virgílio (PSDB-AM) para que Garotinho, o governador fluminense, voltasse a visitar seu Estado.

 “A única coisa de que me arrependo com o presidente Fernando Henrique foi ter empurrado o carro dele.”
Itamar Franco,
governador de Minas Gerais, contando que certa vez teve de empurrar o Lada vermelho de FHC, então ministro da Fazenda.

 “Eu não entendo de imposto. Pago, com mau gosto, como todo mundo.”
Fernando Henrique Cardoso,
durante encontro do PSDB.

“Sou um sujeito rico e, com os juros promovidos pelo Pedro Malan, minhas rendas aumentaram.”
Luiz Carlos Mendonça de Barros,
ex-ministro das Comunicações, fazendo humor.

“Malan é frio como um lagarto.”
Robert Happé,
escritor, sobre o ministro da Fazenda, Pedro Malan.

 “O povo brasileiro vive eufórico, corre atrás de celulares e adora a globalização.”
Peter Marcuse,
professor da Universidade Columbia, filho do filósofo Herbert Marcuse.

 “As reformas não conseguirão piorar nosso manicômio fiscal. Mas, como dizia um engraxate da Câmara, não há perigo de melhorar.”
Roberto Campos,
ex-ministro do Planejamento, sobre o projeto de reforma fiscal em tramitação no Congresso.

Corpo a Corpo

 “Eu estava na ilha de Guam, em março de 1945, quando a unidade em que eu estava matou 10 000 japoneses em Tóquio numa noite.”
Robert McNamara,
ex-secretário da Defesa dos Estados Unidos, alertando para os estragos que os ataques aéreos a Belgrado poderiam causar.

“O fato de os albaneses terem se reproduzido tão rápido não lhes dá o direito de separar uma parte de nossa pátria.”
Slobodan Milosevic,
presidente da Iugoslávia, reprimindo o levante de Kosovo.

“Vá com tudo. Guerra implica baixas.”
Colin Powell,
general americano que comandou as forças dos EUA na Guerra do Golfo (1991), aconselhando a Otan a usar tropas terrestres no conflito em Kosovo.

 “Votar é maravilhoso.”
Nelson Mandela,
presidente sul-africano, a respeito das eleições para sua sucessão.

“Para que fizemos a bomba? Só para testá-la com êxito?”
Manifesto da Associação de Voluntários Nacionais, da Índia, exortando o governo a lançar a bomba atômica sobre o Paquistão.


“Acho que as pessoas estão muito radicais.”
Fidel Castro,
presidente cubano, ao prefeito do Rio, Luiz Paulo Conde, sobre encontro de que participou com as associações dos docentes universitários.

“Morra Khamenei!”
Estudantes nas ruas de Teerã, protestando contra o conservadorismo do aiatolá Khamenei e pedindo reformas.

“És filho de 60 000 cadelas.”
Mustafa Tlass,
ministro da Defesa sírio, ofendendo Yasser Arafat em pronunciamento contra o comportamento do líder palestino nas negociações de paz com Israel.

“O Shin Bet não tem autoridade para sacudir uma pessoa, para forçá-la a ajoelhar-se como rã nem para privá-la de dormir.”
Decisão da Suprema Corte de Israel, que proibiu os serviços de segurança do país de torturar prisioneiros.

“Já ouvi dizer que ele é um monge muito político que costuma andar por aí de sapatos Gucci.”
Rupert Murdoch,
megaempresário das comunicações, de olho em negócios na China, sobre o Dalai-Dama, líder espiritual do Tibete, anexado pelos chineses.

“Fuzilamento: não há procedimento de praxe. Uma maneira comum é usar um pelotão com cinco homens, cada um usando uma venda nos olhos, para que ninguém saiba quem foi o executor.”
Do jornal Folha de S. Paulo, definindo a execução de condenado à morte por tiro.

“Tenho uma péssima notícia para os argentinos: Deus é brasileiro.”
Rudiger Dornbusch,
economista do MIT, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, a uma plateia de profissionais do mercado financeiro latino-americano.

“Até prova em contrário, a orquestra continua a tocar no convés do Titanic.”
Pascal Couchepin,
ministro da Economia suíço, sobre o encontro frustrado da OMC.

“Todos os que não tenham deixado a cidade morrerão.”
Panfletos lançados sobre Grozni, a capital da Chechênia, pela aviação russa.

Cobras e Lagartos

“Se um cachorro bravo vier atacá-los, fujam. De nada vai adiantar dizer compaixão, compaixão...”
Dalai-lama,
monge e líder político do Tibete.

 “O Rio de Janeiro é muito menos violento que o paraíso. Temos 6 milhões de habitantes e há 6 000 homicídios por ano. No paraíso, havia quatro habitantes. Quando Caim matou Abel, o índice de homicídios chegou a 25% da população.”
José Siqueira da Silva,
secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

“Sou um cão de caça.”
Kevin Costner,
ator americano, sobre sua incapacidade de ser fiel a uma mulher.

 “Ninguém consegue promover uma pessoa feia, chata e pobre.”
Ricardo Stambowsky,
personal promoter.

“A falha é individual do conjunto.”
Wanderley Luxemburgo,
técnico da seleção, explicando a derrota para o México na final da Copa das Confederações.

“Bill Clinton é o homem mais sexy do universo. Eu levaria meus próprios charutos.”
Sinéad O’Connor,
cantora irlandesa.

“Nessa altura, o que me resta de papel por aqui é da velha mexicana, de tranças, com os olhos esbugalhados.”
Fernanda Montenegro,
atriz, ironizando as perspectivas abertas nos Estados Unidos pelo sucesso do filme Central do Brasil.

“Mexa os olhos e faça aeróbica no cérebro. Movimentar os olhos aumenta a inteligência e a criatividade, estimula a memória e melhora seu poder de comunicação.”
Lair Ribeiro,
médico e autor de livros de auto-ajuda.

“Ele se comporta como uma lésbica. Pelo menos, elas vêem nele o que gostariam de ser.”
Manuela Kay,
curadora do Museu Gay de Berlim, que homenageia o ator Bruce Willis.

“No chuveiro eu canto muito e, com a bela acústica do meu banheiro, você não pode imaginar como é legal.”
Julia Roberts,
atriz, sobre sua participação cantando no filme Lado a Lado.

“O público não quer ver negrões reclamando de dinheiro.”
Jayson Williams
, jogador americano de basquete, sobre a greve das estrelas da NBA.

 “Jamais posaria nu porque meu bumbum é muito feio.”
Wanderley Luxemburgo,
técnico da Seleção Brasileira de Futebol.

“Adoro ver novela. Minha atriz preferida é Carolina Ferraz. Não tem tchan, mas beija pra caramba.”
Moreira da Silva,
cantor e compositor, aos 96 anos.

“Nem parece que o Brasil está em crise.”
Mario Vargas Llosa, escritor peruano, impressionado com o Carnaval brasileiro.

“Eu vou para o céu, sim. Nunca fiz mal a ninguém.”
Carlos Cachaça,
compositor da Mangueira, 96 anos.

“Não tenho medo de envelhecer, nunca tive essa frescura de crise, só tenho medo do fim do mundo.”
Zeca Pagodinho,
sambista.
“A carreira artística é difícil porque tem muitas dificuldades.”
Suzana Alves,
a Tiazinha

“Não há mais nenhuma razão objetiva para que os humanos sofram aqui na terra.”
Oscar Quiroga,
astrólogo.

“Sou profundamente melancólico. Se não fosse a literatura, já tinha metido uma bala na cabeça.”
Carlos Heitor Cony,
escritor.

“As mulheres levaram mais tempo para entender as piadas.”
Cláudio Manoel,
humorista do Casseta & Planeta, explicando por que demorou tanto para que começassem a aparecer escritoras de humor.

“A autopromoção é a regra. É só baixar as calças e alguém vai escrever um artigo a respeito.”
Chrissie Hynde,
roqueira americana dos Pretenders, sobre as cantoras de rock.

“Detesto saladas, nunca fiz regime e não tenho tempo para fazer ginástica.”
Gisele Bündchen,
top model brasileira.

“Vi umas fotos minhas recentes e fiquei horrorizado — estava gordo como a Monica Lewinsky.”
Hugh Grant,
ator, explicando por que resolveu fazer regime.

“Sempre achei que homens são um luxo, não uma necessidade.”
Cher,
atriz e cantora americana, ao revelar que não fazia sexo há seis anos.

“Não existe nada mais jeca do que mala nova.”
Carmen Mayrink Veiga,
socialite, dando dica de elegância, sem explicar como envelhecer as malas sem usá-las.

“Giuliani é muito eficiente com a coleta do lixo. Então, a gente teve de pôr um pouco mais de lixo na rua.”
Martin Scorsese,
diretor do filme Bringing Out the Dead, rodado nas ruas de Nova York, cidade do prefeito Rudolph Giuliani.

“Eu já ganhei dinheiro para fazer as coisas que queria sem precisar posar nua. Então vão ficar sem ver minha perereca.”
Luana Piovani,
atriz.

 “Quando alguém me entende, eu fico besta.”
Hilda Hilst,
escritora.

 “Não basta ser pai. Tem de participar.”
Cássia Eller,
cantora e compositora, sobre sua convivência com o filho Chicão.

 “Se você escolhe ir para a cama com uma mulher e ela é Catherine Deneuve, não é necessário ficar bêbada.”
Susan Sarandon,
atriz americana, que fez cena de sexo com a atriz francesa no filme Fome de Viver.

“Eu não podia acreditar que existiam múmias tão lindas.”
Zahi Hawass,
diretor de escavação e subsecretário de Estado dos monumentos de Gizé, no Egito, sobre a descoberta de 105 múmias em perfeito estado de conservação.

“Depois do gato e da mulher, o disco de vinil é a coisa mais bonita do mundo.”
Ruy Castro,
escritor e jornalista.

“Por que não posso ganhar bem? Só porque não sou gostosa, não tenho bundão?”
Gorete Milagres,
comediante do SBT, irritada com as críticas a seu alto salário.

 “Programa de jovem, se não tiver fila, cerveja quente, comida fria, muito barulho e temperatura de sauna, o garotão vai e não volta mais.”
Léo Jaime,
cantor, compositor e cronista.

“À direita, a casa em que Goethe foi criado, em Frankfurt; autor alemão, que faria 250 anos, tem homenagens na Feira este ano.”
Legenda de foto da casa de Goethe, em reportagem do jornal Folha de S.Paulo sobre a Feira do Livro de Frankfurt.

“Eles vendem sapatos e eu faço luvas.”
Robert Altman,
diretor de cinema, criticando a indústria cinematográfica americana.

“Vaia de bêbado não vale.”
João Gilberto,
cantor e compositor, reclamando de parte do público no show de inauguração do Credicard Hall, em São Paulo.

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