domingo, 1 de abril de 2012

1997


Privatização, Corrupção e Reeleição




Beneficiado pelo adesismo da base parlamentar, FHC parte para o segundo mandato, enquanto a oposição grita

“O primeiro ano de governo foi do frango, o segundo do iogurte. Acho que 1997 tem de ser o ano do investimento e do emprego.”
Fernando Henrique Cardoso,
presidente.
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“Os três defeitos de Marceço Alencar: ele não está governando, não está governando, não está governando.”
Cesar Maia,
ex-prefeito do Rio, instado a analisar criticamente o governador Marcello Alencar.

 “Gosto de fazer enterro. Me sinto bem ajudando um pobre. Não sai caro. Compro caixão de carreta. Sai 20 reais cada.”
Newton Carneiro,
prefeito de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, habituado a distribuir caixões de defunto para o eleitorado.

“Até hoje dou 400 pedaladas por dia.”
Barbosa Lima Sobrinho,
jornalista que completa 100 anos no próximo dia 22, sobre os exercícios na bicicleta ergométrica.

“Ele está na neve e eu na lama.”
Newton Cardoso,
prefeito de Contagem, sobre as prolongadas férias europeias do governador Eduardo Azeredo, enquanto Minas Gerais sofria chuvas catastróficas.

“Não há ninguém melhor do que o filho da gente para tomar conta do patrimônio.”
Vereador Vicente Viscome, vereador (PPB), que nomeou o filho e depois o promoveu, na Câmara Municipal de São Paulo.

“Quem, se não eu?”
Fernando Henrique Cardoso,
presidente, pensando na reeleição.

“Não há barganha em Brasília para aprovar a reeleição.”
Deputado Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), presidente da Câmara, favorável à reeleição de Fernando Henrique Cardoso.

“O Banco Central nunca sabe por que está batendo nos bancos, mas, com certeza, os bancos sabem por que estão apanhando.”
Gustavo Loyola,
presidente do Banco Central.

“Sou a favor da reeleição, mas já me arrependi. Estaria valendo mais se continuasse contra.”
Deputado Sílvio Pessoa (PMDB-PE), enciumado com os paparicos aos opositores da reeleição.

“O poder contamina as melhores biografias.”
Candido Mendes,
acadêmico, sobre a luta de FHC pela reeleição.

 “Estou uma lady, não mexo com ninguém.”
Sergio Motta,
ministro das Comunicações, sobre seu comportamento na batalha pela reeleição.

“Junto com a voz rouca das ruas, os deputados estão ouvindo os murmúrios dos cargos.”
Deputado Moreira Franco (PMDB-RJ).

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“Eu e o Inocêncio formamos uma aliança do mal. Não fica nada na frente.”
Sergio Motta, ministro das Comunicações, sobre a ação conjunta com o deputado Inocêncio Oliveira, líder do PFL.

“Ele passa o trator e eu passo a patrola.”
Inocêncio Oliveira, completando o raciocínio de Motta. Patrola é um regionalismo para niveladora.

“Que serviu de cortina de fumaça para alguma coisa não tenho dúvida. Mas não estou nominando A, B ou C, nem F nem H nem C.”
Fernando Collor, ex-presidente, desmentindo a notícia de que estaria construindo uma mansão em Miami.

“Não se fala tanto em parceria com a iniciativa privada?”
José Machado, assessor de imprensa do deputado Cunha Bueno (PPB-SP), sobre a viagem de parlamentares à Europa custeada por empresas de seguro.

“Preciso chamar esse pessoal para dar uma assessoria lá no ministério.”
Antonio Kandir, ministro do Planejamento, sobre a organização do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro.

“Eu já fui imbatível e perdi.”
Luís Inácio Lula da Silva, sobre as perspectivas eleitorais de FHC.

“Eu me senti como se estivesse em casa.”
Senador Eduardo Suplicy (PT-SP), sobre seu pernoite num barraco no acampamento dos sem-terra, no Pontal do Paranapanema.

“Todo mundo sabe qual é o meu sonho. Não sou candidato a nada, mas sou candidato a tudo.”
Paulo Maluf,
candidato a tudo.

 “Agora, sou um adepto do pragmatismo cínico.”
Deputado Delfim Netto (PPB-SP), sobre o adesismo de seu partido.

“Não foi por falta de tentativa da parte dele.”
Elyan Dallaperuta,
ex-assessora do senador Darcy Ribeiro, ao negar, durante seu velório, que tivesse tido um romance com o falecido.

“Esse Michel é um banana.”
Luís Inácio Lula da Silva,
sobre o novo presidente da Câmara, Michel Temer.

“Mercado é onde a parte mais esperta ganha da menos esperta e onde todos são espertos.”
Gustavo Franco,
diretor de assuntos internacionais do Banco Central.

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 “O Brasil é um país subdesenvolvido típico. Economia emergente é um eufemismo.”
Celso Furtado,
economista.

“Descobri que ser homem público dá problema. Agora também quero me privatizar.”
Eliezer Batista,
o “pai” da Vale do Rio Doce, contrário ao modelo proposto pelo governo para a privatização da companhia.

“Só quem não tem nada na cabeça é que fica repetindo que o governo é neoliberal. Isso é neobobismo.”
O presidente Fernando Henrique Cardoso, sobre as críticas à política social de seu governo.

“Agora sou como vocês: me tornei um sem-banco.”
Senador José Eduardo Andrade Vieira, ex-dono do Bamerindus, a passageiros surpresos com sua presença num vôo de carreira.

“Precisa manter a Vale por quê? Para dar dinheiro a alguns municípios? Para a CNBB e dom Luciano receberem a sua graninha?”
Sergio Motta,
ministro das Comunicações. Dom Luciano Mendes de Almeida é arcebispo de Mariana, cidade histórica que recebe verbas da Vale do Rio Doce para a preservação do patrimônio.

“Como a monarquia ainda não está oficialmente reimplantada, a gente não sabe se o ministro Sergio Motta só está treinando ou já assumiu o papel de bobo da corte.”
Dom Demétrio Valentini, responsável pela Pastoral Social da CNBB, em resposta.

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“Gostei tanto de Rondônia que até beijei o chão.”
FHC,
depois de escorregar e cair da escada que levava ao palanque.

“Mário Covas ressuscitou o sarampo, a tuberculose e a caxumba.”
Paulo Maluf,
ex-prefeito de São Paulo, sobre o governador do Estado.

“O Maluf está se tornando um grande agricultor. É o maior fazedor de laranjas que eu já vi.”
Governador Mário Covas, respondendo a ataques de Paulo Maluf ao seu governo.

“MST é um movimento numericamente pequeno. Está trazendo 1 500 pessoas para Brasília. O Rotary e o Lions têm muito mais gente.”
Ministro Raul Jungmann, da Reforma Agrária.

“Não há nada que impeça um parente de participar da licitação. Só a ética.”
Nota do secretário municipal de Abastecimento de São Paulo, sobre contrato com a empresa A d’Oro, do cunhado do ex-prefeito Paulo Maluf e da qual Nicéa Pitta, mulher do prefeito Celso Pitta, era vendedora.

 “Tiroteio em morro não é emergência.”
Secretário de Segurança do Rio, general Nilton Cerqueira, explicando que a polícia não subiria mais o morro.

“Deus não é socialista. Os padres não gostam que se diga, mas Deus sempre foi um grande criador de desigualdades.”
Deputado Roberto Campos.

“Fernando Henrique gosta muito de paquerar com a esquerda e namorar com a direita.”
Deputado José Genoíno (PT-SP).

“São oportunistas a serviço dos grandes fornecedores e empreiteiros, da corrupção organizada e da corporação.”
Ministro Sergio Motta, sobre os juristas que entraram com ações contra a privatização da Vale.

“As ondas da privatização oferecem boas ocasiões de corrupção, em especial na Europa do Leste.”
Documento elaborado pela Comissão para a Prevenção do Crime, da ONU.

“Estávamos conversando sobre as pegadinhas e lembramos de uma semelhante que tínhamos visto no Faustão.”
Eron Oliveira,
explicando na Justiça porque botaram fogo e mataram o índio Galdino dos Santos.

“O problema aqui não é a idade da ponte. Em Paris, eles têm pontes de 300 anos.”
Reynaldo de Barros,
secretário municipal de Obras e Vias Públicas, sobre a deterioração da Ponte dos Remédios, que rachou e provocou caos no trânsito de São Paulo.

“Fernando Henrique tem um lema: todos no meu palanque e eu no palanque de ninguém.”
Deputado Delfim Netto (PPB-SP).

“Não sei quem serão o primeiro e o segundo colocados nas eleições presidenciais, mas já sei que o terceiro vai ser o Enéas.”
Senador Pedro Simon (PMDB-RS).

 “Com lobista, eu já disse, só falo à luz do dia, no horário comercial.”
O ministro das Comunicações, Sergio Motta, irritado com a aproximação de um lobista da área de telecomunicações, num coquetel em Brasília.

“Al Capone não seria preso no Brasil hoje.”
O procurador da República Mario Bonsaglia, a respeito da legislação de combate à sonegação fiscal.

 “Não somos tigres, não damos saltos felinos. Somos uma baleia que se move devagar, mas com firmeza.”
Fernando Henrique Cardoso,
descartando a hipótese de que a crise na economia dos Tigres Asiáticos possa estender-se ao Brasil.

“Isso é tertúlia bovina para boi dormitar.”
Marco Maciel,
sobre a proposta de incluir o parlamentarismo no projeto de reforma política.

“Levei muita pancada.”
Gustavo Loyola,
sobre sua demissão da presidência do Banco Central.

“Chegou a vez dos com-terra.”
Roosevelt Roque dos Santos,
presidente da União Democrática Ruralista, a respeito da mobilização dos grandes fazendeiros contra o MST.

“Faço parte do grupo dos sem-ter-o-que-fazer e também dos sem-ter-vergonha-de-te-dizer-isso.”
O office-boy Cleber Mota, durante passeata contra o governo, em São Paulo.

“A coisa está ficando preta.”
A senadora Benedita da Silva, comemorando o predomínio negro na liderança petista carioca.

“A edição completa só sai quando eu estiver muito morto.”
Lomanto Júnior,
72 anos, ex-governador e ex-senador pela Bahia, sobre os planos de publicação de suas memórias em fases.

“O papel do movimento não é agradar à classe média, que sempre foi oportunista. Não vim aqui puxar o saco de vocês.”
João Pedro Stedile,
líder do MST, em palestra a artistas e intelectuais cariocas.

 “Ele tinha prisão de ventre política.”
Leonel Brizola,
presidente do PDT, comentando a saída do partido de Jaime Lerner, governador do Paraná.

 “Meu Deus, globalizaram o menino.”
Sepúlveda Pertence,
ministro do Supremo Tribunal Federal, ao ouvir o agradecimento em inglês de um menino a quem deu esmola, em Salvador

 “Deus tira os dentes e alarga a goela.”
O desdentado Antônio da Silva, comentando o fato de o presidente Fernando Henrique Cardoso ter escolhido a dentadura como novo símbolo do Real.

“Todo cidadão que tem formação marxista parece um francês falando tupi-guarani quando se torna liberal.”
Roberto Campos,
deputado federal pelo PPB, sobre a entrevista do presidente Fernando Henrique Cardoso a VEJA.

“Eu tenho minhas ideias maquiavélicas quando ando. Quanto mais eu ando, mais as desenvolvo.”
Sergio Motta,
ministro das Comunicações.

 “Eu sou cartesiano, mas tenho uma pitada de candomblé.”
Fernando Henrique Cardoso.

 “Ninguém mais carrega eletrodomésticos. Com o Plano Real, ficou muito fácil ter bens como esses. Eu levo apenas dólares e relógios.”
Rogério Soares,
dançarino que colocava sedativo na bebida de homossexuais e depois os roubava.

“Com aquele discurso, ele pode subir em nosso palanque.”
Luís Inácio Lula da Silva,
líder do PT, mencionando as críticas ao governo feitas pelo empresário Antonio Ermírio de Moraes em entrevista a VEJA.

“Gostaria de saber o que o Antonio Ermírio tem que eu não tenho.”
Ciro Gomes,
aspirante a candidato a presidente da República pelo PPS.

“Não somos um país essencialmente corrupto. Somos mal auditados.”
Stephen Kanitz,
especialista em balanços de empresas.

“Os traficantes nos respeitam, inclusive até o filho de um deles está aqui.”
Francisco Carvalho,
coordenador da vila olímpica da Mangueira, sobre as garantias de segurança para a visita do presidente Bill Clinton.

 “Essa menina, na verdade, caiu para a prostituição.”
João Pedro Stedile,
líder nacional do MST, sobre Débora Rodrigues, a sem-terra que posou nua e foi expurgada do movimento.

“Se o líder sem-terra João Pedro Stedile não gosta de mulher pelada, ninguém tem nada com isso! O cara é gaúcho, caramba!”
Tutty Vasques,
humorista.

“Não o subestimem. Ele tem quase todos os defeitos indispensáveis para ser eleito presidente.”
Deputado Delfim Netto (PPB-SP), sobre o senador paranaense Roberto Requião.

“Banqueiro e dinheiro são os dois bichos mais selvagens que eu conheço. Escutam uma ameaça ou um barulho e fogem.”
Naji Nahas,
ex-grande investidor na bolsa, condenado a 24 anos de prisão.

“Garanto que nenhuma autoridade das Forças Armadas teve culpa no Riocentro. Foi coisa de patente baixa.”
General da reserva Newton Cruz, ex-chefe da Agência Central do SNI, contestando suspeitas do falecido presidente Ernesto Geisel sobre o envolvimento do coronel José Barros Paes no atentado terrorista frustrado.

“A resistência a meu nome é minha mesmo.”
Luís Inácio Lula da Silva,
líder do PT, disfarçando a candidatura presidencial por uma frente de esquerda.

“Sergio Motta é visto um pouco como o PC do Fernando Henrique. É influente, gordo, envolvido em denúncias de corrupção.”
Cesar Maia,
candidato a governador do Rio pelo PFL.


“Antes, o Brasil era um desastre econômico. Hoje voltou ao mundo normal.”
Thomas Skidmore,
brasilianista.

“O Brasil agora tem um futuro próprio. Não nego que poderá haver algum problema, mas o gênio brasileiro é conhecido por conseguir sobreviver aos problemas.”
John Kenneth Galbraith,
economista americano.

“Tenho muitas vezes a função de ser chato.”
Clóvis Carvalho,
ministro da Casa Civil, com fama de ser o mais chato integrante do governo FHC.

“Quem comprou comprou; quem não comprou não comprará mais.”
Francisco de Assis,
diretor de um banco privado, sobre a alta dos juros.

 “Quem viveu com a inflação de 80% ao mês e agora está vivendo com a inflação de 5% ao ano sabe que isso faz uma diferença desgraçada no poder aquisitivo.”
Luís Inácio Lula da Silva,
líder do PT, ao explicar por que seu partido deveria defender a estabilidade econômica.

 “Pobre gosta de sofrer aos poucos.”
Ana Luzia Fernandes,
dona de casa carioca, sobre o hábito da compra a prestações apesar dos juros genocidas.

“Lá vou eu de novo.”
Mardones Flores,
servidor público sem estabilidade que já foi demitido duas vezes em seguida a planos econômicos.

 “Fernando Henrique ainda é uma blue chip no mercado futuro dos cenários eleitorais.”
Deputado Geddel Vieira Lima, líder do PMDB na Câmara.

 “É mais fácil o Corcovado voar do que o câmbio ser mudado.”
Francisco Dornelles,
ministro da Indústria, do Comércio e do Turismo.

 “Uai, ele tem bom gosto.”
Itamar Franco,
ex-presidente, sobre o namoro de Paulo Henrique Cardoso com Thereza Collor.

“Partido que não tem candidatura própria é igual a time de futebol que não disputa campeonato. Perde a torcida.”
Alceu Collares,
ex-governador do Rio Grande do Sul pelo PDT, rechaçando coligação com o PT nas eleições nacionais e estaduais.

“Não sou marinheiro, estivador, exportador, bêbado nem prostituta. Não tenho nada a ver com porto.”
Deputado Arthur Virgilio Neto, secretário-geral do PSDB, negando que estivesse furioso com o governo porque os tucanos perderam o controle do Porto de Manaus.

“Explodimos com o prostíbulo. Acabou-se a farra.”
Senador Esperidião Amin (PPB-SC), sobre as investigações da CPI dos precatórios.

“Como já disse dom Pedro Casaldáliga, Fernando Henrique era melhor quando era ateu.”
Dom Moacyr Grechi, bispo de Rio Branco, criticando as intervenções do presidente em assuntos da Igreja no encontro com o papa.

“Se os brasileiros acreditam que não podem viver sem Fernando Henrique Cardoso, deveriam pedir aos cientistas escoceses que fizessem um clone dele.”
Thomas Skidmore, brasilianista, criticando o continuísmo.

“A senhora é um dinossauro.”
Deputado Roberto Campos (PPB-RJ), para a colega Maria da Conceição Tavares (PT-RJ), em discussão sobre a emenda do petróleo.

A Próxima Vítima

 “Ainda tenho quatro balas no corpo. Louvado seja Deus, pois são um sinal de honra.”
Uday Hussein,
filho do ditador iraquiano Saddam Hussein, sobre o atentado que sofreu.

“Tem sido uma festa longa e inesquecível.”
Morihisa Aoki,
embaixador do Japão em Lima e anfitrião da festa invadida por guerrilheiros, que ocuparam sua mansão.

“Somados, os militantes desse movimento não elegeriam nem um vereador.”
Eduardo Arrarte,
empresário peruano, sobre a legitimidade política do MRTA, que ocupou a residência do embaixador japonês em Lima.

“A televisão tem um lado bom e um ruim. O bom: torna a ditadura impossível. O ruim é que torna a democracia insuportável.”
Shimon Peres,
ex-primeiro-ministro israelense.

“Infelizmente, a História está cheia de visões de novas eras que provam ser miragens.”
Alan Greenspan, presidente do Federal Reserve Bank, o banco central americano, em crítica à euforia no mercado de ações, que derrubou as bolsas em todo o mundo.


“Talvez, se a União Soviética jogasse suas bombas e matasse todos os chineses com mais de 30 anos, isso resolvesse o problema.”
Revelação de conversa de Mao Tsé-tung com o então secretário de Estado Henry Kissinger, reconhecendo implicitamente o fracasso da Revolução Cultural.

“Mas não pensem que parei de sonhar com charutos.”
Fidel Castro, presidente de Cuba, lembrando que parou de fumar, numa festa para aficionados de charutos.

“Esse crime é uma vergonha para todos nós e nos afeta a todos como membros de uma só família.”
Rei Hussein
, da Jordânia, ao visitar e pedir perdão aos pais das sete meninas israelenses fuziladas por um soldado jordaniano.

“Não podemos provar a existência de óvnis.”
Kenneth Bacon,
porta-voz do Pentágono, resumindo o resultado de 22 anos de estudos feitos pelo Departamento de Defesa dos EUA sobre 12 618 casos de supostos discos voadores.

“É uma pena que eu não possa disputar um terceiro mandato. Vou entrar num convento e me candidatar à sucessão do papa João Paulo II.”
Carlos Menem,
presidente da Argentina, em jantar com seletos convidados brasileiros.

“É um engano em termos do sexo, da força de vontade, da capacidade de raciocínio e da determinação.”
Margaret Thatcher,
ex-primeira-ministra da Inglaterra, sobre a hipótese de que o líder trabalhista Tony Blair poderia ser seu herdeiro político.
“A primeira vez que fumei maconha foi nos Estados Unidos, junto com uma moça. A segunda, acho que foi na França.”
Lionel Jospin,
primeiro-secretário do Partido Socialista Francês, que pretendia aprovar a liberação da maconha, caso a oposição vencesse as eleições para a Assembleia Nacional.

“O verdadeiro problema não é saber se haverá ou não fome, mas quantas pessoas morrerão por causa disso.”
Catherine Bertini,
diretora do Programa Mundial de Alimentos, organização sediada em Roma, referindo-se à crise na Coreia do Norte.

“Vamos caçá-lo e humilhá-lo.”
Laurent Kabila,
líder rebelde do Zaire, ameaçando o presidente Mobutu Sese Seko.

“Se permitirmos que as forças de mercado continuem a avançar, será o fim da civilização na Europa Ocidental.”
Lionel Jospin,
novo primeiro-ministro francês, no Congresso dos Socialistas Europeus.

 “Por acaso você me vê como um selvagem? A minha consciência está tranquila.”
Pol Pot,
o líder comunista cambojano que chefiou o regime responsável por mais de 1 milhão de mortes.

 “Ele era um menino muito educado, nunca criou problemas.”
Saloth Seng,
sobre seu irmão Pol Pot, o líder do Khmer Vermelho responsável pela morte de mais de 1 milhão de cambojanos.

“Esse papa polaco levou a Igreja a interessar-se muito mais pelo poder temporal do que o espiritual.”
Umberto Bossi,
líder da Liga Norte, organização separatista italiana, criticando João Paulo II.

“É um anão que pensa ser gigante.”
L’Osservatore Romano,
jornal publicado pela Santa Sé, respondendo a Bossi.

 “Todo político em busca da reeleição é um animal perigoso.”
Julio María Sanguinetti,
presidente do Uruguai.

 “Tenho três coisas que quero dizer hoje: a primeira é que estou tendo um pequeno lapso de memória e as outras duas eu não consigo lembrar.”
Ronald Reagan,
quando era presidente dos Estados Unidos, segundo Lawrence Mohr, médico da Casa Branca.

“Bill Clinton tem órgãos genitais perfeitamente normais em termos de tamanho, formato e direção.”
Robert Bennett,
advogado do presidente americano, no caso em que Paula Jones o acusava de assédio sexual.

 “Vimos pais sufocando filhos, quebrando os braços e envenenando as crianças.”
David Southall,
pediatra de um hospital inglês que instalou câmaras secretas para vigiar as famílias de bebês internados com suspeita de abuso físico.
“Se eu tivesse recebido pelo menos 5 copeques para cada uma de minhas armas, daria o dinheiro a vocês, trabalhadores. Mas, como vocês, não recebo meu salário há sete meses.”
Mikhail Kalashnikov,
nas comemorações de cinquenta anos de sua famosa invenção, o fuzil automático AK-47.

“Se tivermos como matar Saddam, devemos fazê-lo.”
George Stephanopoulos,
ex-assessor do presidente Bill Clinton, propondo uma ação oficial dos Estados Unidos para assassinar o ditador iraquiano Saddam Hussein.

Drama e Comédia

“Você, eu não sei, mas eu já estou me sentindo um disco de vinil.”
Luís Fernando Verissimo, escritor e humorista, sobre a obsolescência masculina em face da experiência da clonagem.

“Estou na casa dessa senhora porque me serve de enfermeira e me ajuda um pouco.”
Marcello Mastroianni,
ator italiano recém-falecido, despistando a verdadeira natureza de seu relacionamento de muitos anos com Anna Maria Tato.

“O Pelé assume as loirinhas, mas não as neguinhas da família.”
Lúcia Carvalho, presidente da Câmara Legislativa de Brasília, que votou contra a concessão de título de cidadão honorário a Pelé por não ter reconhecido a filha Sandra Regina.

“Dava para não contar?”
Danuza Leão, colunista social, que depois de pedir mil desculpas contou: durante viagem a Londres, Ruth Cardoso comprou cuecas Calvin Klein enquanto o marido fazia uma palestra.
“Aliás, o celular faz mal para a masculinidade: é cada vez menor, anda sempre dobrado, cai a ligação várias vezes e não funciona quando entra no túnel.”
Deputado Roberto Campos (PPB-RJ), em aula inaugural numa faculdade de economia.

 “Lourdes lerá a Bíblia, mas vou explicar que são histórias criadas pelos homens para ensinar as pessoas.”
Madonna,
cantora americana, sobre a educação religiosa que pretende dar à filha.

“Sempre gostei de correr atrás das mulheres, mas o mal de Parkinson acabou com isso.”
Mohammed Ali,
o legendário boxeador americano.

“Como já fui incluída na lista das dez mulheres mais mal vestidas do mundo, acho que tenho um enfoque interessante”
Sarah Ferguson,
duquesa de York, falando de seu trabalho como repórter de moda para uma revista francesa.

“Naquele dia, puseram ecstasy na minha taça de champanhe. Sei que parece desculpa esfarrapada, mas é verdade.”
Daniel Ducruet, ex-marido da princesa Stéphanie de Mônaco, sobre o movimentado encontro amoroso que motivou seu divórcio.

“Usar a técnica atual com humanos seria bastante desumano.”
Ian Wilmut,
o cientista escocês que clonou a ovelha Dolly.

“Tenho uma relação saudável com o dinheiro: gasto tudo o que ganho.”
Édson Celulari,
ator.

“Acho que me sinto um pouco Evita.”
A apresentadora Xuxa, comentando seu sucesso com os argentinos.

“Nunca matei um sapo sequer. O primeiro ser vivo que eu matei foi minha mãe.”
William Tadeu Picorelli,
sitiante em Araruama, Rio de Janeiro, depois de confessar ter matado a mãe com um tiro no pescoço.

 “Estou com pilha nova.”
Escritor Jorge Amado, depois de sofrer cirurgia para implantação de um marcapasso.

“O sexo mais seguro é não fazer sexo.”
Magic Johnson,
astro do basquete americano, portador do vírus da Aids.

“Ninguém respeita mais nada, a maldade é generalizada. Parece o fim do mundo.”
Luizinho Drummond,
bicheiro carioca, sobre o sequestro de seu filho Luiz Antônio.

“Cauby era um garanhão. Vocês é que não sabem.”
Cauby Peixoto,
cantor.

“Meu filho, eu só comecei a fazer isso com 42 anos. É uma maravilha.”
Lindaura Silveira,
72 anos, viúva de Noel Rosa, flagrada tomando um chope e fumando.

“Não faço ideia do que ela está falando. Eu não lembro de marca nenhuma.”
Gennifer Flowers,
ex-amante de Bill Clinton, falando de um suposto “sinal característico” nos genitais do presidente americano, mencionado por Paula Jones como prova de que foi assediada sexualmente por ele.

“Implicaram comigo porque sou gorda.”
Eilene Kadden,
estilista americana expulsa da loja Harrod’s, em Londres, sob alegação de estar vestida de maneira imprópria.

“Deus é homem, mas acontece com Ele o que muitas vezes ocorre com os homens: ao sentir o lado feminino, tentam submergi-lo.”
Jack Miles,
autor do livro Deus, uma Biografia.

“Estou contente por ter melhorado. Realmente cheguei a pensar que logo iria ver Elvis.”
Bob Dylan,
cantor e compositor americano, ao receber alta do hospital onde foi internado com uma grave inflamação da membrana cardíaca.

“Bebi demais e não percebi o que fazia.”
Gerd Reinke,
trompista da Ópera de Berlim expulso da companhia por ter assinado “Adolf Hitler” na conta do hotel, durante turnê em Israel.

“Vou embora para Manhattan. Não volto mais. Como disse o Figueiredo, me esqueçam.”
Chico Anysio,
humorista, em reação ao processo por racismo movido contra ele, pelo quadro Café Bola Branca de seu programa na Rede Globo.

 “Não quero comprar nada, e tudo o que já tinha antes do campeonato já está bom.”
Gustavo Kuerten,
tenista, sobre o que vai fazer com os 625 000 dólares de Roland Garros.

“Vocês vão ter de me engolir.”
O técnico Zagallo, falando aos seus críticos, depois da final da Copa América, vencida pela seleção brasileira.

“Vi que era um pedaço de carne. Senti um certo mal-estar, mas enrolei o pedaço em um papel e o entreguei a um sparring de Holyfield.”
Mitch Libonati,
encarregado da limpeza do ringue onde lutaram Mike Tyson tirou um pedaço da orelha de Evander Holyfield.

“Ele é o equivalente robótico de Neil Armstrong.”
O cientista Henry Moore, da Nasa, comparando o robô Sojourner, que explora Marte, ao primeiro homem a pisar na Lua.

 “André, o maquilador do show, está me dando aulas. Estou mais feminina.”
A cantora Cássia Eller, tentando encontrar a delicadeza perdida.

“A velhice é uma porcaria.”
Jorge Amado,
escritor, às vésperas de completar 85 anos.

 “Muitos ficam frustrados porque na maioria das vezes não foram Cleópatra nem Napoleão.”
Brian Weiss,
psiquiatra americano, especialista em terapia de vidas passadas.

“Não era um amante fabuloso, mas era generoso.”
Kelly Fisher,
modelo americana, sobre o playboy egípcio Dodi Fayed, que agora namorado da princesa Diana.

“Ninguém desliga essa moça da tomada?”
Antonio Skarmeta,
escritor chileno, depois de assistir a um show da cantora Elba Ramalho.

“É um homem de pouca cultura que chegou outro dia da Praia de Copacabana. Não deve sequer saber o que é Olimpíada.”
Primo Nebiolo,
cartola italiano, criticando Ronaldinho por ter-se recusado a posar com uma camiseta de propaganda da candidatura de Roma para as Olimpíadas de 2004.

“Falam felizes da queda de um grande. Asquerosos.”
Diego Maradona, viciado em cocaína, sobre os jornalistas que noticiaram o resultado positivo de seu último exame antidoping.

“Infelizmente, tenho ainda um coração de ladrão.”
O ladrão inglês Ronald Biggs, expressando sua admiração pelos meliantes que roubaram 37 milhões de dólares de uma agência do Correio suíço.

“O problema foi mesmo meu adversário.”
Gustavo Kuerten,
explicando a derrota para o sueco Jonas Bjorkman e a consequente eliminação do Torneio Aberto dos Estados Unidos.

“Que me perdoem as feministas e os darwinistas, mas homem é homem, mulher é mulher e macaco é macaco.”
A atriz Maria Lúcia Dahl, tentando explicar por que um homem é capaz de deixar de jantar com a namorada para ir ao futebol.

“Acho que Deus tem grandes planos para mim.”
José Carlos dos Reis Encina,
o “Escadinha”, ao ser libertado depois de catorze anos de prisão por tráfico de drogas.

“Vivo feliz na Suíça. Sou muito bem casada. Durmo e acordo ao lado do meu marido.”
Roberta Close,
transexual, em visita ao Brasil.

“Foi bom, eu ia ser um rico muito medíocre.”
Tom Zé,
músico, ao lembrar que investiu na bolsa e perdeu todo o dinheiro ganho em um processo judicial.

“Eu choro o dia inteiro.”
Luciano Pavarotti,
tenor, ainda inconsolável com a morte da princesa Diana.

“Falei para o diretor de cena: vou beijar o papa. Ele, é claro, me disse que eu não podia. Mas os protocolos existem para ser quebrados.”
Fafá de Belém,
cantora, que beijou o papa

“Muito obrigado ao líder do senado romeno pela gentil oferta de um poncho.”
Nota assinada pelo presidente Bill Clinton por receber uma bandeira da Romênia com um buraco no meio, de onde retiraram o símbolo comunista.

“Quem fica em casa no domingo está sem dinheiro, doente ou brigado com alguém.”
Fausto Silva,
apresentador, falando da audiência de seu programa.

“Uns fumam cigarro, outros bebem álcool, eu fumo maconha. Sou casado com ela.”
Jason Kay,
vocalista da banda Jamiroquai.

“Ele só faz músicas para louras mortas.”
Keith Richards,
guitarrista do Rolling Stones, sobre o cantor e compositor Elton John, que compôs uma música em homenagem à princesa Diana.

“Ele é patético, coitadinho. Parece um macaco com artrite.”
Elton John,
sobre Keith Richards.

“Gramática é um mal necessário.”
Carlos Heitor Cony,
jornalista e escritor.

“Gostaria de mostrar minha alegria de receber mais uma vez em território francês o presidente do México.”
Jacques Chirac,
presidente da França, em encontro na Guiana com Fernando Henrique Cardoso, presidente do Brasil.

“Não sou um ateu total. Todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não encontro.”
José Saramago,
escritor português.

“Os colorados devem ser machos e fazer o sacrifício de ter muitas mulheres.”
Lino César Oviedo,
general paraguaio destituído por tentar dar um golpe, em reunião do Partido Colorado.

“Sou muito gorda para ir ao Brasil.”
Donna Karan,
empresária e estilista de moda americana.

“Quiséramos dar a ajuda e as esmolas que ele dá.”
Raúl Soto,
pároco da Basílica de Guadalupe, no México, sobre Caro Quintero, chefe de um cartel de narcotraficantes.

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