Privatização,
Corrupção e Reeleição
Beneficiado
pelo adesismo da base parlamentar, FHC parte para o segundo mandato, enquanto a
oposição grita
“O primeiro ano de
governo foi do frango, o segundo do iogurte. Acho que 1997 tem de ser o ano do
investimento e do emprego.”
Fernando Henrique Cardoso, presidente.
.
“Os três defeitos de
Marceço Alencar: ele não está governando, não está governando, não está
governando.”
Cesar Maia, ex-prefeito do Rio, instado a analisar criticamente o governador
Marcello Alencar.
“Gosto de fazer enterro. Me sinto bem
ajudando um pobre. Não sai caro. Compro caixão de carreta. Sai 20 reais cada.”
Newton Carneiro, prefeito de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, habituado a
distribuir caixões de defunto para o eleitorado.
“Até hoje dou 400
pedaladas por dia.”
Barbosa Lima Sobrinho, jornalista que completa 100 anos no próximo dia
22, sobre os exercícios na bicicleta ergométrica.
“Ele está na neve e
eu na lama.”
Newton Cardoso, prefeito de Contagem, sobre as prolongadas férias europeias do
governador Eduardo Azeredo, enquanto Minas Gerais sofria chuvas catastróficas.
“Não há ninguém
melhor do que o filho da gente para tomar conta do patrimônio.”
Vereador Vicente Viscome, vereador
(PPB), que nomeou o filho e depois o promoveu, na Câmara Municipal de São Paulo.
“Quem, se não eu?”
Fernando Henrique Cardoso, presidente, pensando na reeleição.
“Não há barganha em
Brasília para aprovar a reeleição.”
Deputado Luís Eduardo Magalhães
(PFL-BA), presidente da Câmara, favorável à reeleição de Fernando Henrique
Cardoso.
“O Banco Central
nunca sabe por que está batendo nos bancos, mas, com certeza, os bancos sabem
por que estão apanhando.”
Gustavo Loyola, presidente do Banco Central.
“Sou a favor da
reeleição, mas já me arrependi. Estaria valendo mais se continuasse contra.”
Deputado Sílvio Pessoa (PMDB-PE),
enciumado com os paparicos aos opositores da reeleição.
“O poder contamina as
melhores biografias.”
Candido Mendes, acadêmico, sobre a luta de FHC pela reeleição.
“Estou uma lady, não mexo com ninguém.”
Sergio Motta, ministro das Comunicações, sobre seu comportamento na batalha pela
reeleição.
“Junto com a voz
rouca das ruas, os deputados estão ouvindo os murmúrios dos cargos.”
Deputado Moreira Franco (PMDB-RJ).
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“Eu e o Inocêncio formamos uma aliança do mal. Não fica nada na
frente.”
Sergio Motta, ministro das
Comunicações, sobre a ação conjunta com o deputado Inocêncio Oliveira, líder do
PFL.
“Ele passa o trator e eu passo a patrola.”
Inocêncio Oliveira, completando o
raciocínio de Motta. Patrola é um regionalismo para niveladora.
“Que serviu de cortina de fumaça para alguma coisa não tenho
dúvida. Mas não estou nominando A, B ou C, nem F nem H nem C.”
Fernando Collor, ex-presidente, desmentindo
a notícia de que estaria construindo uma mansão em Miami.
“Não se fala tanto em parceria com a
iniciativa privada?”
José Machado, assessor de imprensa
do deputado Cunha Bueno (PPB-SP), sobre a viagem de parlamentares à Europa
custeada por empresas de seguro.
“Preciso chamar esse pessoal para dar
uma assessoria lá no ministério.”
Antonio Kandir, ministro do
Planejamento, sobre a organização do desfile das escolas de samba do Rio de
Janeiro.
“Eu já fui imbatível e perdi.”
Luís Inácio Lula da Silva, sobre as
perspectivas eleitorais de FHC.
“Eu me senti como se estivesse em
casa.”
Senador Eduardo Suplicy (PT-SP),
sobre seu pernoite num barraco no acampamento dos sem-terra, no Pontal do
Paranapanema.
“Todo mundo sabe qual
é o meu sonho. Não sou candidato a nada, mas sou candidato a tudo.”
Paulo Maluf, candidato a tudo.
“Agora, sou um adepto do pragmatismo
cínico.”
Deputado Delfim Netto (PPB-SP),
sobre o adesismo de seu partido.
“Não foi por falta de
tentativa da parte dele.”
Elyan Dallaperuta, ex-assessora do senador Darcy Ribeiro, ao negar, durante seu velório,
que tivesse tido um romance com o falecido.
“Esse Michel é um
banana.”
Luís Inácio Lula da Silva, sobre o novo presidente da Câmara, Michel Temer.
“Mercado é onde a
parte mais esperta ganha da menos esperta e onde todos são espertos.”
Gustavo Franco, diretor de assuntos internacionais do Banco Central.
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formulário
“O Brasil é um país subdesenvolvido
típico. Economia emergente é um eufemismo.”
Celso Furtado, economista.
“Descobri que ser
homem público dá problema. Agora também quero me privatizar.”
Eliezer Batista, o “pai” da Vale do Rio Doce, contrário ao modelo proposto pelo governo
para a privatização da companhia.
“Só quem não tem nada
na cabeça é que fica repetindo que o governo é neoliberal. Isso é neobobismo.”
O presidente Fernando Henrique
Cardoso, sobre as críticas à política social de seu governo.
“Agora sou como
vocês: me tornei um sem-banco.”
Senador José Eduardo Andrade
Vieira, ex-dono do Bamerindus, a passageiros surpresos com sua presença num
vôo de carreira.
“Precisa manter a
Vale por quê? Para dar dinheiro a alguns municípios? Para a CNBB e dom Luciano
receberem a sua graninha?”
Sergio Motta, ministro das Comunicações. Dom Luciano Mendes de Almeida é arcebispo de
Mariana, cidade histórica que recebe verbas da Vale do Rio Doce para a
preservação do patrimônio.
“Como a monarquia
ainda não está oficialmente reimplantada, a gente não sabe se o ministro Sergio
Motta só está treinando ou já assumiu o papel de bobo da corte.”
Dom Demétrio Valentini,
responsável pela Pastoral Social da CNBB, em resposta.
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formulário
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“Gostei tanto de
Rondônia que até beijei o chão.”
FHC, depois de escorregar e cair da escada que levava ao palanque.
“Mário Covas
ressuscitou o sarampo, a tuberculose e a caxumba.”
Paulo Maluf, ex-prefeito de São Paulo, sobre o governador do Estado.
“O Maluf está se
tornando um grande agricultor. É o maior fazedor de laranjas que eu já vi.”
Governador Mário Covas,
respondendo a ataques de Paulo Maluf ao seu governo.
“MST é um movimento
numericamente pequeno. Está trazendo 1 500 pessoas para Brasília. O Rotary e o
Lions têm muito mais gente.”
Ministro Raul Jungmann, da
Reforma Agrária.
“Não há nada que
impeça um parente de participar da licitação. Só a ética.”
Nota do secretário municipal de Abastecimento de São Paulo, sobre contrato com
a empresa A d’Oro, do cunhado do ex-prefeito Paulo Maluf e da qual Nicéa Pitta,
mulher do prefeito Celso Pitta, era vendedora.
“Tiroteio em morro não é emergência.”
Secretário de Segurança do Rio, general Nilton
Cerqueira, explicando que a polícia não subiria mais o morro.
“Deus não é
socialista. Os padres não gostam que se diga, mas Deus sempre foi um grande
criador de desigualdades.”
Deputado Roberto Campos.
“Fernando Henrique
gosta muito de paquerar com a esquerda e namorar com a direita.”
Deputado José Genoíno (PT-SP).
“São oportunistas a serviço dos grandes
fornecedores e empreiteiros, da corrupção organizada e da corporação.”
Ministro Sergio Motta, sobre
os juristas que entraram com ações contra a privatização da Vale.
“As ondas da privatização oferecem boas ocasiões de
corrupção, em especial na Europa do Leste.”
Documento elaborado pela Comissão para a Prevenção do Crime, da ONU.
“Estávamos conversando sobre as pegadinhas e
lembramos de uma semelhante que tínhamos visto no Faustão.”
Eron Oliveira, explicando na Justiça porque botaram fogo e mataram o índio Galdino dos
Santos.
“O problema aqui não é a idade da ponte. Em Paris,
eles têm pontes de 300 anos.”
Reynaldo de Barros, secretário municipal de Obras e Vias Públicas, sobre a deterioração da
Ponte dos Remédios, que rachou e provocou caos no trânsito de São Paulo.
“Fernando Henrique tem um lema: todos no meu
palanque e eu no palanque de ninguém.”
Deputado Delfim Netto
(PPB-SP).
“Não sei quem serão o primeiro e o segundo
colocados nas eleições presidenciais, mas já sei que o terceiro vai ser o
Enéas.”
Senador Pedro Simon (PMDB-RS).
“Com lobista, eu já disse, só falo à luz
do dia, no horário comercial.”
O ministro das Comunicações, Sergio
Motta, irritado com a aproximação de um lobista da área de
telecomunicações, num coquetel em Brasília.
“Al Capone não seria
preso no Brasil hoje.”
O procurador da República Mario
Bonsaglia, a respeito da legislação de combate à sonegação fiscal.
“Não somos tigres, não
damos saltos felinos. Somos uma baleia que se move devagar, mas com firmeza.”
Fernando Henrique Cardoso, descartando a hipótese de que a crise na
economia dos Tigres Asiáticos possa estender-se ao Brasil.
“Isso é tertúlia
bovina para boi dormitar.”
Marco Maciel, sobre a proposta de incluir o parlamentarismo no projeto de reforma
política.
“Levei muita
pancada.”
Gustavo Loyola, sobre sua demissão da presidência do Banco Central.
“Chegou a vez dos
com-terra.”
Roosevelt Roque dos Santos, presidente da União Democrática Ruralista, a
respeito da mobilização dos grandes fazendeiros contra o MST.
“Faço parte do grupo
dos sem-ter-o-que-fazer e também dos sem-ter-vergonha-de-te-dizer-isso.”
O office-boy Cleber Mota,
durante passeata contra o governo, em São Paulo.
“A coisa está ficando
preta.”
A senadora Benedita da Silva,
comemorando o predomínio negro na liderança petista carioca.
“A edição completa só
sai quando eu estiver muito morto.”
Lomanto Júnior, 72 anos, ex-governador e ex-senador pela Bahia, sobre os planos de
publicação de suas memórias em fases.
“O papel do movimento
não é agradar à classe média, que sempre foi oportunista. Não vim aqui puxar o
saco de vocês.”
João Pedro Stedile, líder do MST, em palestra a artistas e intelectuais cariocas.
“Ele tinha prisão de ventre política.”
Leonel Brizola, presidente do PDT, comentando a saída do partido de Jaime Lerner,
governador do Paraná.
“Meu Deus, globalizaram o menino.”
Sepúlveda Pertence, ministro do Supremo Tribunal Federal, ao ouvir o agradecimento em
inglês de um menino a quem deu esmola, em Salvador
“Deus tira os dentes e alarga a goela.”
O desdentado Antônio da Silva,
comentando o fato de o presidente Fernando Henrique Cardoso ter escolhido a
dentadura como novo símbolo do Real.
“Todo cidadão que tem
formação marxista parece um francês falando tupi-guarani quando se torna
liberal.”
Roberto Campos, deputado federal pelo PPB, sobre a entrevista do presidente Fernando
Henrique Cardoso a VEJA.
“Eu tenho minhas ideias
maquiavélicas quando ando. Quanto mais eu ando, mais as desenvolvo.”
Sergio Motta, ministro das Comunicações.
“Eu sou cartesiano, mas tenho uma pitada
de candomblé.”
Fernando Henrique Cardoso.
“Ninguém mais carrega eletrodomésticos.
Com o Plano Real, ficou muito fácil ter bens como esses. Eu levo apenas dólares
e relógios.”
Rogério Soares, dançarino que colocava sedativo na bebida de homossexuais e depois os
roubava.
“Com aquele discurso,
ele pode subir em nosso palanque.”
Luís Inácio Lula da Silva, líder do PT, mencionando as críticas ao governo
feitas pelo empresário Antonio Ermírio de Moraes em entrevista a VEJA.
“Gostaria de saber o
que o Antonio Ermírio tem que eu não tenho.”
Ciro Gomes, aspirante a candidato a presidente da República pelo PPS.
“Não somos um país
essencialmente corrupto. Somos mal auditados.”
Stephen Kanitz, especialista em balanços de empresas.
“Os traficantes nos
respeitam, inclusive até o filho de um deles está aqui.”
Francisco Carvalho, coordenador da vila olímpica da Mangueira, sobre as garantias de
segurança para a visita do presidente Bill Clinton.
“Essa menina, na verdade, caiu para a
prostituição.”
João Pedro Stedile, líder nacional do MST, sobre Débora Rodrigues, a sem-terra que posou
nua e foi expurgada do movimento.
“Se o líder sem-terra
João Pedro Stedile não gosta de mulher pelada, ninguém tem nada com isso! O
cara é gaúcho, caramba!”
Tutty Vasques, humorista.
“Não o subestimem.
Ele tem quase todos os defeitos indispensáveis para ser eleito presidente.”
Deputado Delfim Netto
(PPB-SP), sobre o senador paranaense Roberto Requião.
“Banqueiro e dinheiro
são os dois bichos mais selvagens que eu conheço. Escutam uma ameaça ou um
barulho e fogem.”
Naji Nahas, ex-grande investidor na bolsa, condenado a 24 anos de prisão.
“Garanto que nenhuma autoridade das
Forças Armadas teve culpa no Riocentro. Foi coisa de patente baixa.”
General da reserva Newton Cruz,
ex-chefe da Agência Central do SNI, contestando suspeitas do falecido
presidente Ernesto Geisel sobre o envolvimento do coronel José Barros Paes no
atentado terrorista frustrado.
“A resistência a meu
nome é minha mesmo.”
Luís Inácio Lula da Silva, líder do PT, disfarçando a candidatura
presidencial por uma frente de esquerda.
“Sergio Motta é visto
um pouco como o PC do Fernando Henrique. É influente, gordo, envolvido em
denúncias de corrupção.”
Cesar Maia, candidato a governador do Rio pelo PFL.
“Antes, o Brasil era
um desastre econômico. Hoje voltou ao mundo normal.”
Thomas Skidmore, brasilianista.
“O Brasil agora tem
um futuro próprio. Não nego que poderá haver algum problema, mas o gênio
brasileiro é conhecido por conseguir sobreviver aos problemas.”
John Kenneth Galbraith, economista americano.
“Tenho muitas vezes a
função de ser chato.”
Clóvis Carvalho, ministro da Casa Civil, com fama de ser o mais chato integrante do
governo FHC.
“Quem comprou
comprou; quem não comprou não comprará mais.”
Francisco de Assis, diretor de um banco privado, sobre a alta dos juros.
“Quem viveu com a inflação de 80% ao mês
e agora está vivendo com a inflação de 5% ao ano sabe que isso faz uma
diferença desgraçada no poder aquisitivo.”
Luís Inácio Lula da Silva, líder do PT, ao explicar por que seu partido deveria
defender a estabilidade econômica.
“Pobre gosta de sofrer aos poucos.”
Ana Luzia Fernandes, dona de casa carioca, sobre o hábito da compra a prestações apesar dos
juros genocidas.
“Lá vou eu de novo.”
Mardones Flores, servidor público sem estabilidade que já foi demitido duas vezes em
seguida a planos econômicos.
“Fernando Henrique ainda é uma blue chip
no mercado futuro dos cenários eleitorais.”
Deputado Geddel Vieira Lima,
líder do PMDB na Câmara.
“É mais fácil o Corcovado voar do que o
câmbio ser mudado.”
Francisco Dornelles, ministro da Indústria, do Comércio e do Turismo.
“Uai, ele tem bom gosto.”
Itamar Franco, ex-presidente, sobre o namoro de Paulo Henrique Cardoso com Thereza
Collor.
“Partido que não tem
candidatura própria é igual a time de futebol que não disputa campeonato. Perde
a torcida.”
Alceu Collares, ex-governador do Rio Grande do Sul pelo PDT, rechaçando coligação com o
PT nas eleições nacionais e estaduais.
“Não sou marinheiro,
estivador, exportador, bêbado nem prostituta. Não tenho nada a ver com porto.”
Deputado Arthur Virgilio Neto,
secretário-geral do PSDB, negando que estivesse furioso com o governo porque os
tucanos perderam o controle do Porto de Manaus.
“Explodimos com o prostíbulo. Acabou-se
a farra.”
Senador Esperidião Amin (PPB-SC),
sobre as investigações da CPI dos precatórios.
“Como já disse dom Pedro Casaldáliga,
Fernando Henrique era melhor quando era ateu.”
Dom Moacyr Grechi, bispo de Rio
Branco, criticando as intervenções do presidente em assuntos da Igreja no
encontro com o papa.
“Se os brasileiros acreditam que não
podem viver sem Fernando Henrique Cardoso, deveriam pedir aos cientistas
escoceses que fizessem um clone dele.”
Thomas Skidmore, brasilianista,
criticando o continuísmo.
“A senhora é um dinossauro.”
Deputado Roberto Campos (PPB-RJ),
para a colega Maria da Conceição Tavares (PT-RJ), em discussão sobre a emenda
do petróleo.
A Próxima Vítima
“Ainda tenho quatro balas no corpo.
Louvado seja Deus, pois são um sinal de honra.”
Uday Hussein, filho do ditador iraquiano Saddam Hussein, sobre o atentado que sofreu.
“Tem sido uma festa
longa e inesquecível.”
Morihisa Aoki, embaixador do Japão em Lima e anfitrião da festa invadida por
guerrilheiros, que ocuparam sua mansão.
“Somados, os militantes
desse movimento não elegeriam nem um vereador.”
Eduardo Arrarte, empresário peruano, sobre a legitimidade política do MRTA, que ocupou a
residência do embaixador japonês em Lima.
“A televisão tem um
lado bom e um ruim. O bom: torna a ditadura impossível. O ruim é que torna a
democracia insuportável.”
Shimon Peres, ex-primeiro-ministro israelense.
“Infelizmente, a História está cheia de
visões de novas eras que provam ser miragens.”
Alan Greenspan, presidente do
Federal Reserve Bank, o banco central americano, em crítica à euforia no
mercado de ações, que derrubou as bolsas em todo o mundo.
“Talvez, se a União Soviética jogasse
suas bombas e matasse todos os chineses com mais de 30 anos, isso resolvesse o
problema.”
Revelação de conversa de Mao Tsé-tung
com o então secretário de Estado Henry Kissinger, reconhecendo implicitamente o
fracasso da Revolução Cultural.
“Mas não pensem que
parei de sonhar com charutos.”
Fidel Castro, presidente de Cuba, lembrando
que parou de fumar, numa festa para aficionados de charutos.
“Esse crime é uma
vergonha para todos nós e nos afeta a todos como membros de uma só família.”
Rei Hussein, da Jordânia, ao visitar e pedir perdão aos pais das sete meninas
israelenses fuziladas por um soldado jordaniano.
“Não podemos provar a
existência de óvnis.”
Kenneth Bacon, porta-voz do Pentágono, resumindo o resultado de 22 anos de estudos
feitos pelo Departamento de Defesa dos EUA sobre 12 618 casos de supostos
discos voadores.
“É uma pena que eu
não possa disputar um terceiro mandato. Vou entrar num convento e me candidatar
à sucessão do papa João Paulo II.”
Carlos Menem, presidente da Argentina, em jantar com seletos convidados brasileiros.
“É um engano em
termos do sexo, da força de vontade, da capacidade de raciocínio e da
determinação.”
Margaret Thatcher, ex-primeira-ministra da Inglaterra, sobre a hipótese de que o líder
trabalhista Tony Blair poderia ser seu herdeiro político.
“A primeira vez que
fumei maconha foi nos Estados Unidos, junto com uma moça. A segunda, acho que
foi na França.”
Lionel Jospin, primeiro-secretário do Partido Socialista Francês, que pretendia
aprovar a liberação da maconha, caso a oposição vencesse as eleições para a
Assembleia Nacional.
“O verdadeiro
problema não é saber se haverá ou não fome, mas quantas pessoas morrerão por
causa disso.”
Catherine Bertini, diretora do Programa Mundial de Alimentos, organização sediada em Roma,
referindo-se à crise na Coreia do Norte.
“Vamos caçá-lo e
humilhá-lo.”
Laurent Kabila, líder rebelde do Zaire, ameaçando o presidente Mobutu Sese Seko.
“Se permitirmos que
as forças de mercado continuem a avançar, será o fim da civilização na Europa
Ocidental.”
Lionel Jospin, novo primeiro-ministro francês, no Congresso dos Socialistas Europeus.
“Por acaso você me vê como um selvagem?
A minha consciência está tranquila.”
Pol Pot, o líder comunista cambojano que chefiou o regime responsável por mais
de 1 milhão de mortes.
“Ele era um menino muito educado, nunca
criou problemas.”
Saloth Seng, sobre seu irmão Pol Pot, o líder do Khmer Vermelho responsável pela
morte de mais de 1 milhão de cambojanos.
“Esse papa polaco
levou a Igreja a interessar-se muito mais pelo poder temporal do que o
espiritual.”
Umberto Bossi, líder da Liga Norte, organização separatista italiana, criticando João
Paulo II.
“É um anão que pensa
ser gigante.”
L’Osservatore Romano, jornal publicado pela Santa Sé, respondendo a Bossi.
“Todo político em busca da reeleição é
um animal perigoso.”
Julio María Sanguinetti, presidente do Uruguai.
“Tenho três coisas que quero dizer hoje:
a primeira é que estou tendo um pequeno lapso de memória e as outras duas eu
não consigo lembrar.”
Ronald Reagan, quando era presidente dos Estados Unidos, segundo Lawrence Mohr, médico
da Casa Branca.
“Bill Clinton tem órgãos
genitais perfeitamente normais em termos de tamanho, formato e direção.”
Robert Bennett, advogado do presidente americano, no caso em que Paula Jones o acusava
de assédio sexual.
“Vimos pais sufocando filhos, quebrando
os braços e envenenando as crianças.”
David Southall, pediatra de um hospital inglês que instalou câmaras secretas para
vigiar as famílias de bebês internados com suspeita de abuso físico.
“Se eu tivesse
recebido pelo menos 5 copeques para cada uma de minhas armas, daria o dinheiro
a vocês, trabalhadores. Mas, como vocês, não recebo meu salário há sete meses.”
Mikhail Kalashnikov, nas comemorações de cinquenta anos de sua famosa invenção, o fuzil
automático AK-47.
“Se tivermos como
matar Saddam, devemos fazê-lo.”
George Stephanopoulos, ex-assessor do presidente Bill Clinton, propondo
uma ação oficial dos Estados Unidos para assassinar o ditador iraquiano Saddam
Hussein.
Drama e Comédia
“Você, eu não sei, mas eu já estou me
sentindo um disco de vinil.”
Luís Fernando Verissimo, escritor e
humorista, sobre a obsolescência masculina em face da experiência da clonagem.
“Estou na casa dessa
senhora porque me serve de enfermeira e me ajuda um pouco.”
Marcello Mastroianni, ator italiano recém-falecido, despistando a verdadeira natureza de seu
relacionamento de muitos anos com Anna Maria Tato.
“O Pelé assume as
loirinhas, mas não as neguinhas da família.”
Lúcia Carvalho, presidente da Câmara
Legislativa de Brasília, que votou contra a concessão de título de cidadão
honorário a Pelé por não ter reconhecido a filha Sandra Regina.
“Dava para não
contar?”
Danuza Leão, colunista social, que
depois de pedir mil desculpas contou: durante viagem a Londres, Ruth Cardoso
comprou cuecas Calvin Klein enquanto o marido fazia uma palestra.
“Aliás, o celular faz
mal para a masculinidade: é cada vez menor, anda sempre dobrado, cai a ligação
várias vezes e não funciona quando entra no túnel.”
Deputado Roberto Campos
(PPB-RJ), em aula inaugural numa faculdade de economia.
“Lourdes lerá a Bíblia, mas vou explicar
que são histórias criadas pelos homens para ensinar as pessoas.”
Madonna, cantora americana, sobre a educação religiosa que pretende dar à filha.
“Sempre gostei de
correr atrás das mulheres, mas o mal de Parkinson acabou com isso.”
Mohammed Ali, o legendário boxeador americano.
“Como já fui incluída
na lista das dez mulheres mais mal vestidas do mundo, acho que tenho um enfoque
interessante”
Sarah Ferguson, duquesa de York, falando de seu trabalho como repórter de moda para uma
revista francesa.
“Naquele dia, puseram ecstasy na minha
taça de champanhe. Sei que parece desculpa esfarrapada, mas é verdade.”
Daniel Ducruet, ex-marido da
princesa Stéphanie de Mônaco, sobre o movimentado encontro amoroso que motivou
seu divórcio.
“Usar a técnica atual
com humanos seria bastante desumano.”
Ian Wilmut, o cientista escocês que clonou a ovelha Dolly.
“Tenho uma relação
saudável com o dinheiro: gasto tudo o que ganho.”
Édson Celulari, ator.
“Acho que me sinto um
pouco Evita.”
A apresentadora Xuxa,
comentando seu sucesso com os argentinos.
“Nunca matei um sapo
sequer. O primeiro ser vivo que eu matei foi minha mãe.”
William Tadeu Picorelli, sitiante em Araruama, Rio de Janeiro, depois de
confessar ter matado a mãe com um tiro no pescoço.
“Estou com pilha nova.”
Escritor Jorge Amado, depois
de sofrer cirurgia para implantação de um marcapasso.
“O sexo mais seguro é
não fazer sexo.”
Magic Johnson, astro do basquete americano, portador do vírus da Aids.
“Ninguém respeita
mais nada, a maldade é generalizada. Parece o fim do mundo.”
Luizinho Drummond, bicheiro carioca, sobre o sequestro de seu filho Luiz Antônio.
“Cauby era um
garanhão. Vocês é que não sabem.”
Cauby Peixoto, cantor.
“Meu filho, eu só
comecei a fazer isso com 42 anos. É uma maravilha.”
Lindaura Silveira, 72 anos, viúva de Noel Rosa, flagrada tomando um chope e fumando.
“Não faço ideia do
que ela está falando. Eu não lembro de marca nenhuma.”
Gennifer Flowers, ex-amante de Bill Clinton, falando de um suposto “sinal característico”
nos genitais do presidente americano, mencionado por Paula Jones como prova de
que foi assediada sexualmente por ele.
“Implicaram comigo
porque sou gorda.”
Eilene Kadden, estilista americana expulsa da loja Harrod’s, em Londres, sob alegação
de estar vestida de maneira imprópria.
“Deus é homem, mas
acontece com Ele o que muitas vezes ocorre com os homens: ao sentir o lado
feminino, tentam submergi-lo.”
Jack Miles, autor do livro Deus, uma Biografia.
“Estou contente por
ter melhorado. Realmente cheguei a pensar que logo iria ver Elvis.”
Bob Dylan, cantor e compositor americano, ao receber alta do hospital onde foi
internado com uma grave inflamação da membrana cardíaca.
“Bebi demais e não
percebi o que fazia.”
Gerd Reinke, trompista da Ópera de Berlim expulso da companhia por ter assinado
“Adolf Hitler” na conta do hotel, durante turnê em Israel.
“Vou embora para
Manhattan. Não volto mais. Como disse o Figueiredo, me esqueçam.”
Chico Anysio, humorista, em reação ao processo por racismo movido contra ele, pelo
quadro Café Bola Branca de seu programa na Rede Globo.
“Não quero comprar nada, e tudo o que já
tinha antes do campeonato já está bom.”
Gustavo Kuerten, tenista, sobre o que vai fazer com os 625 000 dólares de Roland Garros.
“Vocês vão ter de me engolir.”
O técnico Zagallo, falando aos seus críticos, depois da final da Copa
América, vencida pela seleção brasileira.
“Vi que era um pedaço de carne. Senti um
certo mal-estar, mas enrolei o pedaço em um papel e o entreguei a um sparring
de Holyfield.”
Mitch Libonati, encarregado
da limpeza do ringue onde lutaram Mike Tyson tirou um pedaço da orelha de
Evander Holyfield.
“Ele é o equivalente
robótico de Neil Armstrong.”
O cientista Henry Moore, da
Nasa, comparando o robô Sojourner, que explora Marte, ao primeiro homem a pisar
na Lua.
“André, o maquilador do show, está me
dando aulas. Estou mais feminina.”
A cantora Cássia Eller,
tentando encontrar a delicadeza perdida.
“A velhice é uma
porcaria.”
Jorge Amado, escritor, às vésperas de completar 85 anos.
“Muitos ficam frustrados porque na
maioria das vezes não foram Cleópatra nem Napoleão.”
Brian Weiss, psiquiatra americano, especialista em terapia de vidas passadas.
“Não era um amante
fabuloso, mas era generoso.”
Kelly Fisher, modelo americana, sobre o playboy egípcio Dodi Fayed, que agora namorado
da princesa Diana.
“Ninguém desliga essa
moça da tomada?”
Antonio Skarmeta, escritor chileno, depois de assistir a um show da cantora Elba Ramalho.
“É um homem de pouca
cultura que chegou outro dia da Praia de Copacabana. Não deve sequer saber o
que é Olimpíada.”
Primo Nebiolo, cartola italiano, criticando Ronaldinho por ter-se recusado a posar com
uma camiseta de propaganda da candidatura de Roma para as Olimpíadas de 2004.
“Falam felizes da
queda de um grande. Asquerosos.”
Diego Maradona, viciado em cocaína,
sobre os jornalistas que noticiaram o resultado positivo de seu último exame
antidoping.
“Infelizmente, tenho
ainda um coração de ladrão.”
O ladrão inglês Ronald Biggs,
expressando sua admiração pelos meliantes que roubaram 37 milhões de dólares de
uma agência do Correio suíço.
“O problema foi mesmo
meu adversário.”
Gustavo Kuerten, explicando a derrota para o sueco Jonas Bjorkman e a consequente
eliminação do Torneio Aberto dos Estados Unidos.
“Que me perdoem as feministas
e os darwinistas, mas homem é homem, mulher é mulher e macaco é macaco.”
A atriz Maria Lúcia Dahl,
tentando explicar por que um homem é capaz de deixar de jantar com a namorada
para ir ao futebol.
“Acho que Deus tem
grandes planos para mim.”
José Carlos dos Reis Encina, o “Escadinha”, ao ser libertado depois
de catorze anos de prisão por tráfico de drogas.
“Vivo feliz na Suíça.
Sou muito bem casada. Durmo e acordo ao lado do meu marido.”
Roberta Close, transexual, em visita ao Brasil.
“Foi bom, eu ia ser
um rico muito medíocre.”
Tom Zé, músico, ao lembrar que investiu na bolsa e perdeu todo o dinheiro ganho
em um processo judicial.
“Eu choro o dia
inteiro.”
Luciano Pavarotti, tenor, ainda inconsolável com a morte da princesa Diana.
“Falei para o diretor
de cena: vou beijar o papa. Ele, é claro, me disse que eu não podia. Mas os
protocolos existem para ser quebrados.”
Fafá de Belém, cantora, que beijou o papa
“Muito obrigado ao
líder do senado romeno pela gentil oferta de um poncho.”
Nota assinada pelo presidente Bill
Clinton por receber uma bandeira da Romênia com um buraco no meio, de onde retiraram
o símbolo comunista.
“Quem fica em casa no
domingo está sem dinheiro, doente ou brigado com alguém.”
Fausto Silva, apresentador, falando da audiência de seu programa.
“Uns fumam cigarro,
outros bebem álcool, eu fumo maconha. Sou casado com ela.”
Jason Kay, vocalista da banda Jamiroquai.
“Ele só faz músicas
para louras mortas.”
Keith Richards, guitarrista do Rolling Stones, sobre o cantor e compositor Elton John,
que compôs uma música em homenagem à princesa Diana.
“Ele é patético,
coitadinho. Parece um macaco com artrite.”
Elton John, sobre Keith Richards.
“Gramática é um mal
necessário.”
Carlos Heitor Cony, jornalista e escritor.
“Gostaria de mostrar
minha alegria de receber mais uma vez em território francês o presidente do
México.”
Jacques Chirac, presidente da França, em encontro na Guiana com Fernando Henrique
Cardoso, presidente do Brasil.
“Não sou um ateu
total. Todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não
encontro.”
José Saramago, escritor português.
“Os colorados devem
ser machos e fazer o sacrifício de ter muitas mulheres.”
Lino César Oviedo, general paraguaio destituído por tentar dar um golpe, em reunião do
Partido Colorado.
“Sou muito gorda para
ir ao Brasil.”
Donna Karan, empresária e estilista de moda americana.
“Quiséramos dar a
ajuda e as esmolas que ele dá.”
Raúl Soto, pároco da Basílica de Guadalupe, no México, sobre Caro Quintero, chefe
de um cartel de narcotraficantes.